Não estou em casa
 
12
Set 09

Aqui jaz um amor, sem pergaminho

onde se escreva o conto do seu fado

nem pluma que desenhe em acto póstumo

com tinta do meu sangue o seu retrato.

 

 

Sobre a recordação em carne viva

o tempo passará dedos de balsámo

e, cumprindo a sequência do seu ritmo,

noites e madrugadas, passo a passo,

estancarão na alma a hemorragia.

As horas com seus gestos reiterados

e um novelo de linhas invisíveis

costurarão com ténues pontos sábios

as delicadas bordas da ferida.

Recôndito e inaudível será o pranto.

 

Quando a memória recobrar o rumo

sobrará como um tímido reparo

a cicatriz à flor da pele da alma

e um resto de pesar velho e bizarro.

 

Tania Alegria

publicado por Minda às 08:15
sinto-me:
Agradeço a honra de ter um poema de minha autoria publicado no seu blog. Sensibilizada pela sua gentileza, envio-lhe, desde Lisboa, uma saudação cordial e um abraço afectuoso.

Tania Alegria
Tania Alegria a 30 de Maio de 2010 às 15:54
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